Nome oficial: Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona Existência Criativa.

Localização: Rua Jaceguai, 520 – CEP.01315-010 – São Paulo, SP.

Autor Construtor: Lina Bo Bardi.

Motivo do Tombamento: A edificação que abriga o Teat(r)o Oficina conserva elementos arquitetônicos característicos dos tradicionais casarões do bairro do Bexiga e considerado uma obra de arte única no teatro brasileiro moderno. Além disso, o local possibilitou propostas inovadoras para as artes cênicas no Brasil.

Descrição Técnica: O antigo casarão mantém nas suas dependências dos fundos: porão, alpendrado e salas, cobertura e caixilharia de madeira. A metade da frente foi adaptada em sala de espetáculos com suas paredes de contorno descascadas de revestimento, revelando no assentamento de tijolos e suas funções primeiras: arcadas dos porões, paredes de apoio do telhado, intersecção das paredes, e os acentos são em estrutura de metal em proximidade com o palco.

Histórico: Criada em 1958, a Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona Existência Criativa, vulgo Teatro Oficina, inaugurou sua fase profissional em 1961 com a locação da sede da companhia na Rua Jaceguai, no Bairro do Bexiga. Para tal intento, a edificação foi adaptada para abrigar o teatro. Em 1966, o edifício sofreu um incêndio causou grandes danos ao grupo teatral. Contudo, um novo projeto foi posto em prática para a recuperação do edifício, introduziram paredes de tijolos e concreto sem revestimento e com urdimento à mostra.

Se para os primeiros anos de locação eram baixos os preços dos aluguéis, decorrente da desvalorização imobiliária da região, nas décadas que se sucederam a situação mudou de figura. A tal ponto que por mais de três décadas é travada uma batalha para que os terrenos do entorno do atual prédio, projeto arquitetônico de Lina Bo Bardi, fossem engolidos pela degradação e especulação imobiliárias que desvirtuam as características da região.

O palco do Teatro Oficina revolucionou a dramaturgia brasileira com as peças Pequenos Burgueses de Maximo Gorki e O Rei da Vela de Oswald de Andrade, ambas encenadas na década de 1960. Durante o período de ditadura político-militar que acometeu o Brasil entre 1964 e 1984, José Celso Martinez Corrêa – Zé Celso, principal expoente do grupo – foi exilado entre 1974 e 1979. A partir da abertura política do país, o grupo teatral voltou a se reunir em São Paulo.

Em 1993, inaugurou uma nova fase, com adaptações de obras clássicas da dramaturgia mundial com Hamlet de Skakespeare e as Bacamartes de Eurípedes. No início deste século, o grupo ousou com a adaptação de Os Sertões de Euclides da Cunha e com Estrela brazyleira a vagar – Cacilda!!.

Enfim, o edifício que abriga o Teatro Oficina contém em si uma valiosa carga de informações essenciais sobre a trajetória do teatro na cidade de São Paulo e por ter possibilitado novas propostas para o teatro do Brasil.

Bibliografia:

Processo de tombamento CONDEPHAAT nº 22368/82.
Portal : http://www.arquicultura.fau.usp.br/index.php/menu-identificacao-teatro-oficina.


Dados oficiais do imóvel


Esferas de tombamento:  CONPRESP , CONDEPHAAT

Áreas de envoltórias: A. E. Teatro Oficina

Dados da Sub-Prefeitura:  Desenvolvimento urbano

Caracteristica de aproveitamento, predimensionamento dos lotes

Uso e ocupação do solo

Dados do tombamento pelo CIT :

Res. 05/91    6 de 10/02/1983.

Nível de tombamento:

End. do imóvel:   R. Jaceguai, nº 520 – São Paulo-SP

End.Official pelo IPTU:   R. Jaceguai, nº 520 – São Paulo-SP

Setor/Quadra/Lote:

Resoluções complementares: 

Diário Official: Poder Executivo, Seção I, 11.02.1983, pg. 19.

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