Teatro Municipal de São Paulo


Autor Construtor: Comissão de arquitetos presidida por Francisco de Paula Ramos de Azevedo e composta pelos arquitetos Claudio e Domiciano Rossi.
Ano: 1911.
Praça Ramos de Azevedo, s/n – CEP: 05508-280 – São Paulo, SP.


Motivo do Tombamento: Trata-se de edifício arquitetônico dos mais representativos da fase eclética da arquitetura paulista, significativo como referência da Cidade de São Paulo. Além disso, todas as manifestações culturais mais importantes, dentro do campo da ópera, música erudita, representações cênicas, foram nele representados. Portanto, histórica e arquitetonicamente, o Teatro Municipal de São Paulo mereceu o Tombamento, como reconhecimento de seu significado cultural.

Descrição Técnica: O Teatro Municipal de São Paulo é um monumento no qual predominam elementos da arquitetura renascentista ou neo-clássica com influência de art noveau, cuja estrutura é de concreto e metal; e sua vedação de alvenaria de tijolo de barro.

Histórico: O crescente desenvolvimento econômico alcançado por São Paulo já no último decênio do século XIX, riqueza impulsionada pela cultura do café, tornou-se possível pelo poder público, a melhoria em parte, da estrutura urbana da cidade que passara a abrigar uma população mais numerosa e exigente. Dessa maneira, às atividades artísticas também deveria se estender a preocupação oficial. Os teatros Politeama e Minerva que constituíam as duas casas de espetáculo melhor aparelhadas da época passaram a não comportar mais tanto as grandes companhias estrangeiras quanto a aristocracia cafeeira acostumada às grandes casas européias.

A construção foi iniciada em junho do ano de 1903 para somente ser concluída oito anos mais tarde e sua inauguração em 11 de setembro de 1911. A sua arquitetura foi grandemente criticada por ter muitas semelhança com o projeto do Ópera de Paris, mas isso não poderia deixar de acontecer tendo em vista a formação européia dos arquitetos e a importação, em pleno auge, das ideias estilísticas da Europa, principalmente da França.

Durante os anos que se seguiram o Teatro Municipal recebeu um número enorme de companhias líricas, companhias de balé, acolhendo manifestações artísticas de todos os gêneros embora dava-se ênfase nas expressões da cultura européia. Acontecimento diverso ocorreu quando da Semana de Arte Moderna, promovida por intelectuais paulistas e cariocas, em que se internaram conferências, concertos, recitativos, bailados e uma exposição de artes plásticas, que marcou o início do movimento modernista no Brasil.

Nas décadas seguintes a programação sofreu algumas modificações, talvez uma fase mais popular tendo em vista o afluxo da colônia italiana ao Teatro. No início da década de 1950, com o desenvolvimento das atividades artísticas de São Paulo, cogitou-se em aumentar as dependências do teatro. Em 1952 formou-se uma comissão de reforma e o velho teatro passou por uma reforma integral. Outra reforma, em pequenas dimensões, foi realizada em 1967 para abrigar dai em diante um público um pouco diferente atraído por uma programação extensiva a todos os gêneros de arte.

Bibliografia/Fonte: Processo de tombamento CONDEPHAAT nº 21752 81.
Pesquisa Arquicultura

Confira a programação completa do Teatro em: http://theatromunicipal.org.br/ 


Dados Oficiais do Bem imóvel


Esferas de tombamento: CONDEPHAAT

Áreas de envoltórias: A. E. Teatro Municipal

Dados da Sub-Prefeitura :

Nível de Preservação do Imóvel : Preservação total

End. do imóvel : Praça Ramos de Azevedo, s/n – CEP: 05508-280 – São Paulo, SP. 

Resoluções:  SC – 49, de 23/12/1981.

Diário Official:

Livro do Tombo Histórico: Inscrição nº 158, p. 34, 28/01/1982.

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