Edifício da Associação Auxiliadora das Classes Laboriosas

Rua Roberto Simonsen, 22 – CEP: 01017-020 – São Paulo, SP.
Autor Construtor: Julio Micheli.
Data da edificação: 14 de fevereiro 1909.

Motivo do Tombamento: Por ser possuidor de um valor histórico, pois inúmeras atividades realizadas nesta edificação desde o início do século XX são partes integrantes à participação dos trabalhadores como classe organizada até a década de 1960. Portanto, símbolo da organização e cultura dos trabalhadores da Cidade de São Paulo, o edifício-sede da Associação das Classes Laboriosas.

Descrição Técnica: O edifício apresenta fachada em estilo art decó, talvez resultante de reformas, internamente passou por adaptações mas ainda guarda detalhes decorativos de importância, como vitrais e gradis de ferro.

Histórico: O edifício da Associação Auxiliadora das Classes Laboriosas foi palco de inúmeras atividades operárias sindicais desde o início do século XX até a década de 1960 com o advento do golpe político-militar, fazendo portanto parte da história e do patrimônio cultural dos trabalhadores da Cidade de São Paulo.
 Antes de 1930 não havia imposto sindical obrigatório e as entidades de trabalhadores sobreviviam com os parcos recursos oriundos dos próprios associados. As sedes destas entidades eram alugadas não possuindo espaços confortáveis onde pudessem ser realizadas grandes assembleias, atividade de grande valia para movimento dos trabalhadores. Contudo, as atividades operárias eram realizadas adaptadamente nesse local, as peças de teatro operário ali realizadas faziam parte do calendário cultural dos trabalhadores e eram centradas na descrição de suas condições de vida.
Com o advento dos chamados “sindicatos oficiais” e com a instalação do Estado Novo as atividades operárias forma inicialmente conduzidas e posteriormente reprimidas em todos os níveis. O processo de redemocratização, marcado pela constituinte de 1945, as reuniões operárias voltaram a acontecer no local. Sem pretensões arquitetônicas o pequeno edifício da antiga Rua do Carmo constitui-se em um marco na história do movimento dos trabalhadores da Cidade de São Paulo.
Bibliografia:
Processo de tombamento CONDEPHAAT nº27943/90.
Site : http://www.arquicultura.fau.usp.br

Ficha do imóvel

Resolução: Resolução 45 de 17/10/1995.
Publicação em DOE: Poder Executivo, Seção I, 19.10.1995, pg 15.
Livro de Tombo: Inscrição nº 317, p.80, 30/01/1996
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