Conjunto das Antigas Instalações da Escola Politécnica – USP

Autor Construtor: O projeto foi elaborado pelos catedráticos da Escola, Francisco Ferreira Ramos, Urbano de Vasconcelos e Francisco de Paula Ramos de Azevedo

Nome oficial: Arquivo Municipal Washington Luís e a Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo – FATEC

Projeto: 24 de agosto de 1893.

Localização: : Praça Fernando Prestes, 30, esquina com a Av. Tiradentes s/n, e 74, 110, 152 e 258, São Paulo – SP

Descrição Técnica: O ecletismo foi o estilo da “arquitetura do café” no final do século XIX e início do século XX que corresponde ao conjunto arquitetônico da antiga Escola Politécnica. O tijolo passou a ser o material construtivo de maior utilização naquela época, em substituição à taipa, enquanto o ferro é limitado aos trabalhos de serralheria artística ou peças estruturais.

Motivo do Tombamento: O conjunto arquitetônico da antiga Escola Politécnica por possuir exemplares da arquitetura escolar pública, cujas concepções originais são do período que se iniciou no final do século XIX e prolongou-se até a década de 1940. Contudo, a manutenção do conjunto significa a preservação da memória ligada à Escola Politécnica de São Paulo, cuja história se vincula ao ensino de engenharia no Brasil.

Histórico:  A Cidade de São Paulo sofreu um rápido processo de urbanização, com a expansão da rede urbana e um incremento grande da construção civil. Desse modo,  surge a consciência de se criar uma escola de engenharia que, através do conhecimento das ciências puras e aplicadas, proporcionasse a solução dos problemas técnicos que a Cidade vinha sofrendo. Logo no início da Primeira República, correspondendo aos principais democráticos do novo governo, a Escola Politécnica foi fundada em 1893. Com a inauguração da “Escola Politécnica de São Paulo” em 1894 começa um novo capítulo da história da engenharia e também da indústria paulista. A Escola Politécnica foi então uma instituição paulista, nascida sob a premência das necessidades de desenvolvimento da antiga “metrópole do café”.
            Os edifícios que inicialmente abrigaram a Escola Politécnica fazem parte da expansão arquitetônica e artística paulista do final da década de 1850, o Palacete do Marquês de Três Rios, do final do século XIX e início do século XX, os edifícios Paula Souza e Ramos de Azevedo, e finalmente na década de 1940, o edifício Rodolpho Batista de Santhiago. Esses edifícios são monumentos arquitetônicos que refletem épocas da vida da Cidade, fornecendo dados sobre sua evolução urbana, técnica e processos constituídos utilizados, aspectos da ornamentação e artes aplicadas e o próprio gosto paulistano. Dos edifícios que foram sede da Escola politécnica ainda no Bairro da Luz, o mais antigo foi o Solar da Marquês de Três Rios, já demolido, cuja área é hoje ocupada pelo Edifício Santhiago, e que ficou conhecido entre os alunos como o “Edifício Velho”.
            Em 1895, foi apresentado à Congregação pelo arquiteto Ramos de Azevedo o projeto de um edifício de três pavimentos, específico para abrigar a escola; o governo autorizou a construção e rapidamente as obras se iniciaram. O Edifício Paula Souza foi projetado para alojar os laboratórios gerais da Escola, porém existem espaços privilegiados pelo projeto, entre os quais cabe destacar o Anfiteatro de Química, situado na parte central da edificação. No início da década de 1930, realizou-se uma reforma nos áticos do Edifício Paula Souza, sendo construída a Sala de Mineralogia.
         Com a criação do curso de engenheiros Mecânico-eletricista deu-se  início a ampliação das instalações da Escola Politécnica com o projeto de Ramos de Azevedo em 1908, que tem assim seu nome sediando os Laboratórios de Mecânica Aplicada e Eletrotécnica. Enquanto que o edifício Rodolpho Batista de Santhiago, foi então construído no terreno primitivamente ocupado pelo velho solar, acrescido de uma faixa resultante da demolição do pavilhão onde funcionava a carpintaria. A transferência da Escola Politécnica para a Cidade Universitária se deu no ano de 1960 e proporcionou novos usos para esses edifícios que atualmente são ocupados por instituições públicas como, por exemplo, o Arquivo Municipal Washington Luís e a Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo – FATEC.
Referência:
Processo de Tombamento CONDEPHAAT nº 39843/00.
Site do projeto Arquicultura da usp/sp
Fotografia: Fachada da Politécnica da USP- autor Dornicke 2009 – wikipedia

Dados Oficiais do Bem imóvel


Esferas de tombamento: CONDEPHAAT

Áreas de envoltórias: A E Politécnica Usp

Dados do tombamento pelo CIT :

Nível de tombamento : Preservação Total

End. do imóvel:  Praça Fernando Prestes, 30, esquina com a Av. Tiradentes s/n, e 74, 110, 152 e 258, São Paulo – SP

End.Official pelo IPTU : Praça Fernando Prestes, 30, esquina com a Av. Tiradentes s/n, e 74, 110, 152 e 258, São Paulo – SP

Resoluções : SC-186, de 12/12/2002 Res. 56/2002

Livro do Tombo: n. 336, p. 86 e 87, 16/05/2003

Diário Official : de 01/01/2003, Poder Executivo, Seção I, p. 11 e 13

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Cita: sppatrimônio, "Conjunto das Antigas Instalações da Escola Politécnica – USP," em sppatrimônio Brasil, 26/01/2018. Acessado em 19/07/2018.<http://www.sppatrimonio.com.br/conjunto-das-antigas-instalacoes-da-escola-politecnica-usp-ficha-imovel/>

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